quinta-feira, 31 de maio de 2018

Para desfrutar do feriado...

Devemos sempre agradecer tudo o que nos acontece, se não nos tivesse acontecido não seríamos o ser único que somos. O ser único que cada um tem dentro é absoluto e pleno, indescritível com palavras. Não tenho palavras para descrever o ser maravilhoso que todos temos dentro, só posso ficar por aqui e facilitar que o visualizem dentro de vós. Visualizem-se. Olhem-se, agradem-se.

Outra das áreas fundamentais a trabalhar, sob o meu ponto de vista, é o desapego. Quando não temos metas materiais nem espirituais, as coisas acontecem-nos de uma maneira natural, estamos assim, em certo modo, sintonizados com o Universo ou com Deus, a escolha é livre, é de cada um. O apego também cria ansiedade. Devemos realizar os nossos deveres sem ficar apegados.

Algo que funciona é trabalhar muito, mas sem pensar nos resultados.

Uma amiga no outro dia dizia-me assim: “Quero começar a criar a minha própria vida e quero ganhar dinheiro.” Ela falou-me durante uns minutos e eu fiquei pensativa, respondi com um sorriso: “Tenta nunca começar uma nova ‘vida’ pensando na fama ou no dinheiro, porque não são um bom princípio. Começa com objectivos mais nobres, tais como, ‘quero ser mais feliz, ou quero ter mais tempo para mim e para os outros, etc.’ Ela seguiu o conselho e hoje em dia vive com a actividade que a faz feliz e ela adora, e está a começar conseguir ganhar a vida fazendo apenas o que realmente gosta. É assim que funciona.

Trabalhei muitos anos para ter status, para ser alguém porque ganhava muito dinheiro, e só consegui estar menos feliz. Hoje em dia tento fazer mesmo só o que me dá prazer e digo-vos que sou outra pessoa. Claro que se paga um preço, mas se pagamos por tudo o que fazemos na vida, então para quê pagar para ser infeliz?

Quando temos o desapego bem trabalhado, perdemos o sentimento de medo e de perda. Isso torna-nos livres, e quando somos livres ganhamos imensa confiança em nós mesmos e começamos a pensar em coisas mais nobres. A nossa ambição passa para outros planos. Porque isso sim, planos há muitos. Assim poderemos realizar aquilo para o que fomos feitos, aquilo para o que fomos ‘concebidos’ e a nossa meta realizar-se há de forma natural.

Não conheço nada que funcione melhor que a natureza, ela é sábia, sabe pôr tudo na ordem, sabe como sobreviver, como chamar a atenção quando é necessário, sabe quando acaba um processo e quando dar inicio a outro processo, nem melhor nem pior, simplesmente acontece. Renovar-se e adaptar-se é meio caminho andado para tudo funcionar.

Se sentimos desapego, não temos nada a perder, porque no fundo de nós sabemos que o pior que nos pode acontecer é perder-nos a nós próprios, perante isso deveríamos começar a pensar nas nossas prioridades como seres individuais, para logo poder oferecer aquilo que aprendemos ao colectivo do qual fazemos parte. A ligação à matéria foi um percurso necessário durante muitos anos para poder sustentar o chamado ‘sistema’, neste momento verificamos que o ‘sistema’ é prejudicial para a nossa saúde, e a pergunta chave seria então:

 O que é o mais importante de tudo o que um indivíduo tem?

1 comentário:

Ana Rita disse...

Devemos fazer o bem se o queremos receber e aceitar o que de bom e menos bom nos acontece. O importante é retirar os ensinamentos com os erros cometidos e sermos felizes com a pessoa que somos, que nos tornámos.

https://sobomeuolhar7.blogspot.com/

Yoga do Riso Séniores